quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dinheiro em caixa!!!

Será que alguém pode ler as noticias abaixo e depois me explicar o que está acontecendo? Muita atenção as datas e aos títulos das publicações.

"30/10/2009
DINHEIRO EM CAIXA
Reitoria da UNEB repassa recursos de R$ 273.580 aos 29 Departamentos da Universidade para pagamento das Bolsas de Monitoria de Ensino e Extensão e das Bolsas PAE (Assistência Estudantil) - Administração central assume 40% dos custos com passagens para Docentes - Leia REPORTAGEM

O reitor da UNEB, Lourisvaldo Valentim, autorizou o repasse imediato de R$273.580 para todos os 29 departamento da universidade sediados na capital e interior do estado, logo após obter a liberação dos recursos junto à Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz).

Segundo a Assessoria Técnica (Astec) da UNEB, os recursos são destinados ao pagamento das bolsas de monitoria de ensino e extensão e das bolsas do Programa de Assistência Estudantil (PAE), referente ao mês de outubro.

"Desse total, R$210.000 são para as bolsas de monitoria e R$63.580, para as bolsas do PAE", explicou o assessor-chefe da Astec, Luiz Paulo Neiva.

O assessor-chefe adiantou que a administração central da UNEB está ultimando conversações com órgãos do governo para, já a partir do mês de novembro, poder repassar os valores para pagamento das bolsas com antecedência de 10 dias. Essa antecipação dos recursos vai assegurar aos departamentos melhores condições para agilizar o pagamento das bolsas, favorecendo centenas de estudantes.

"Nossos esforços é no sentido de conseguirmos estabelecer um calendário fixo para pagar as bolsas de monitoria e do PAE, da mesmo forma que acontece com os salários de professores e servidores. Com uma data certa e previamente informada para receber seu dinheiro, o estudante vai poder planejar melhor seu orçamento pessoal", disse Luiz Paulo.

Texto e imagem: Ascom/UNEB] tv/cv "

"05/12/2009
DINHEIRO EM CAIXA
Reitoria da UNEB repassa recursos de R$ 547.160 aos 29 Departamentos da Universidade para pagamento das Bolsas de Monitoria e das Bolsas PAE - Administração central autoriza pagamento de 40% dos custos com passagens para Docentes - Leia REPORTAGEM

O reitor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Lourisvaldo Valentim, autorizou o repasse imediato de R$547.160 para todos os 29 departamento da instituição sediados na capital e no interior do estado, logo após obter a liberação dos recursos junto à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

Segundo a Assessoria Técnica (Astec) da UNEB, os recursos são destinados ao pagamento das bolsas de monitoria de ensino e extensão e das bolsas do Programa de Assistência Estudantil (PAE), referentes aos meses de novembro e dezembro, beneficiando centenas de estudantes.

"Desse total, R$420 mil são para as bolsas de monitoria e R$127.160, para as bolsas do PAE", explicou o assessor-chefe da Astec, Luiz Paulo Neiva.

Texto e imagem: Ascom/UNEB] tv/af "

Onde está a minha dúvida? Muito simples, sou monitora de ensino do Campus I da UNEB desde Setembro, quando começou o semestre 2009.1, e dinheiro que é bom, NADA!!

Como é que divulgam no site da Unversidade que a verba para o pagamento do mês de Outubro já foi liberado se até o momento eu não vi a cor do dinheiro? Minha conta bancaria continua vazia; nem Outubro, nem Novembro, muito menos Dezembro!

Alguém viu o paradeiro desse dinheiro? Olhe que sou capaz de dar até uma recompensa para quem me informar onde está o dinheiro!!!

Antes que saiam por ai dizendo que eu disse isso ou aquilo, vou esclarecer que não estou fazendo acusações; quero apenas EXPLICAÇÕES! Afinal, eu estou cumprindo meu contrato de monitoria, e este dizia que os estudantes teriam direito a uma bolsa, um auxilio, de R$ 300,00. No entanto, não estou vendo isso acontecer!

Vamos esperar para ver onde tudo isso vai parar!
Lorena Bárbara Ribeiro

domingo, 29 de novembro de 2009

UNE é suspeita de ter fraudado convênios com ministério

A entidade chegou a apresentar documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia

Aliada do governo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fraudou convênios, forjou orçamentos e não prestou contas de recursos públicos recebidos nos últimos dois anos. A entidade chegou a apresentar documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia, para conseguir aprovar um patrocínio para o encontro nacional em Brasília.

Dados do Ministério da Cultura revelam que pelo menos nove convênios celebrados com a UNE, totalizando R$ 2,9 milhões, estão em situação irregular - a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou.

O jornal O Estado de S.Paulo analisou dois convênios com prazo de prestação de contas expirado no ministério: o Congresso Nacional da UNE, realizado em julho, em Brasília, e o projeto Sempre Jovem e Sexagenária, celebrado em 2008, que tinha como meta produzir - até 4 de junho - 10 mil livros e um documentário sobre a história estudantil secundarista. O presidente da entidade, Augusto Chagas, de 27 anos, promete devolver o dinheiro, se forem comprovadas irregularidades.

Apesar de o governo ter repassado R$ 826 mil para os projetos, a entidade, mesmo cobrada, não entrega extratos bancários e notas fiscais, nem cumpre a "execução dos objetivos", os livros e o documentário. Sobre os livros, uma cláusula do contrato diz que a UNE teria 60 dias para prestar contas, a partir de junho, ou restituir em 30 dias as verbas não usadas. Não fez nem uma coisa nem outra.

Empresa fantasma - A UNE forjou orçamentos para obter dinheiro para o encontro em Brasília. Em 16 de julho, o ministério liberou R$ 342 mil para o evento, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A entidade apresentou estimativa de gasto de R$ 70 mil com hospedagem, R$ 29 mil para segurança, R$ 26 mil em passagens aéreas, entre outros. O ministério cobrou três orçamentos.

Para explicar a despesa com segurança, a UNE entregou o orçamento de empresa fantasma, com sede em Salvador, a 1.400 quilômetros do evento. O outro orçamento também é de uma empresa baiana, que ocupa uma sala de 30 metros quadrados e não tem funcionários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: G1 29/11/2009 09h46 Brasil

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Brasil, um Pais de Todos!!

Não poderia deixar de registrar a minha opinião sobre o famoso caso da aluna da Uniban, aquela que foi hostilizada e xingada pelos estudantes da Universidade por conta de um vestido que estava usando.

Vamos remorar o acontecido.

No dia 31 de Outubro foi noticiada nos principais meios de comunicação do Brasil – e logo em seguida, no mundo-, a confusão causada por alunos da Universidade Bandeirante de São Paulo - Uniban, por conta do vestido que a também aluna, Geyse Arruda, estava usando. Os alunos alegaram que o vestido de Geyse era muito curto, e começaram a hostilizar a estudante; esta por sua vez, precisou ser escoltada por PMs, para se proteger da fúria de cerca de 700 estudantes que participavam da “movimentação”.

Relembrado o acontecido, vamos aos fatos atuais. O meu comentário é a respeito, não somente do acontecido envolvendo a aluna, como aos dois últimos comentários da Malu Fontes¹, feitos para a rádio Metrópole², sobre o caso.

Tenho que concordar com Malu a respeito da expulsão da aluna. Sem dúvida foi uma atitude injusta e preconceituosa. Ninguém pode ter o acesso à educação negado por causa de suas vestimentas.

Concordo também que acontecem situações nos ambientes educativos, seja universitário ou não, que precisam ser divulgados e discutidos com todos – refiro-me ao comentário de Malu sobre a compra de monografias, por estudantes universitários-, que são muito mais graves que um simples vestido curto.

Contudo, posso até parecer contraditória depois de tudo o que disse acima, penso que alguns valores – se é que posso chamar assim-, precisam ser revistos.

Vivemos num país livre, democrático, e muito quente! Talvez esse fato, ser quente justifique o gosto pelas roupas curtas. Não quero parecer puritana, afinal as pessoas podem se vestir do jeito que bem entenderem desde que estejam adequadas. Não convém, por exemplo, irmos à praia de calça jeans. Mas há quem, de repente, gosta ou deseja ir à praia, num domingo ensolarado, de calça jeans. O que há de mal nisso? Em minha opinião, nada.

Mas será que num ambiente acadêmico – mesmo com todos os problemas obscuros-, convém irmos tão insinuantes?

Deixando o que penso sobre o que e como devemos ou não nos vestir, é importante que não deixemos que esse acontecido seja mais um a cair no esquecimento. O que aconteceu com essa garota foi muito grave. E independente de qual tenha sido sua reação após o ocorrido, precisamos está atentos para que atitudes autoritárias como esta, tomada pela administração da Uniban, são se repita em outros seguimentos escolares. Principalmente num país como o nosso onde coisas absurdas são encaradas com naturalidades, se não por todos, mas por uma grande maioria.

E só para encerra, alguém sabe o que aconteceu com os estudantes que provocaram essa confusão, e que por muito pouco não agrediram fisicamente a aluna? NADA! Eles continuam levando suas vidinhas e freqüentando a Universidade.

E quanto à instituição? Esta voltou atrás e revogou a decisão de expulsar a aluna. Não por vontade própria – primeiro que a expulsão não deveria ter ocorrido-, mas por pressão da população e de grupos de defesa das mulheres.

Esse é o nosso Brasil, um País de TODOS!

“Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos [...]
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais[...]” (Podres Poderes, Caetano Veloso)

Noticias Relacionadas

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4095226-EI7896,00-Camara+realizara+audiencia+publica+sobre+caso+Uniban.html








quarta-feira, 11 de novembro de 2009

É Siri, É Bebê, É Corda

Milu Leite

Lá e casa mora um siri. Não fui eu que trouxe, não.
Ele veio me seguindo pela praia.Atravessou a rua, desviou dos carros.
Eu só espiava. Ele vinha atrás
O siri não tem cama. Ele dorme na tigela de comida do cachorro.
E o cachorro tem medo do siri porque já levou um beliscão no focinho.
Eu não sei o que ele come, nem o que ele bebe.
Mas ele continua vivo e mora nessa casa faz tempo. Acho até que engordou.
Minha mãe também engordou.
Eu perguntei para minha mãe:
- O que tem aí dentro da sua barriga?
Ela respondeu com uma cara toda feliz:
-Um bebê. Seu irmão.
Eu fiquei lembrando do siri e fiz outra pergunta:
-Será que o siri também tem um bebê n barriga?
Minha mãe fez cara de quem não sabia o que dizer. Mas disse:
-Ah, siri não. Siri põe ovo.
-E você não põe?
-Claro que não!
-Você tem certeza que o bebê tá dentro da sua barriga, mãe?
-Tenho filho.
-E porque você comeu ele?
Minha mãe deu uma gargalhada. Me abraçou bem comprido e disse que ia me explicar tudo, tintim por tintim, mais tarde.
Ela falou assim: Tintim por Tintim.
Então, eu me esqueci do siri, do bebê e só pensei:
"Tintim é o barukho que os copos fazem quando os adultos batem um contra o outro em dia de festa!" Ai comecei a lembrar do meu aniversário...
Por que será que meu pensament pensa desse jeito?
Quer dizer, por que ele fica pulando de uma idéia para outra sem para?
Aliás, por falar em pular...
Alguém quer pular corda comigo?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Trabalhando com textos infantis

Olá!

A idéia aqui é publicar textos infantis de alguns autores, que poderão nos auxiliar futuramente, em algum trabalho que venhamos a realizar.

Portanto, vamos aos textos.


CONFUSÕES DO SEU JOSÉ
Lidia Izecson de Carvalho¹

Seu José foi ao mercado
Comprar pra semana inteira
Pegou de tudo um pouco
Até uma enorme peneira

Sem pensar como pagar
Abacaxi, melancia e morango
Não era hora de fazer poupança

Chegou na fila do caixa
Já meio de cabeça baixa
Não sabia onde estava o dinheiro
Teria esquecido no banheiro?

Procurou por todo lado
Remexeu daqui e dali
Do bolso saiu tanta coisa
Pandeiro, alicate e jabuti

Mas onde estava o dinheiro
Isso todos queriam saber
De repente ele lembrou
Assim meio sem querer

Deu um sorriso amarelo
E levatou o boné
Sabia que tinha o dinheiro
Não era nenhum caloteiro

O que ninguém esperava
Foi o que se viu então
Tinha dez notas dobradas
Somando quase 1 milhão

Com tanto ladrão por aí
Foi logo explicando o José
O melhor é se prevenir
Guardar na careca ou no pé

¹A autora é Pedagoga, mestre em Educação.






sábado, 10 de outubro de 2009

O que você vai ser quando crescer?

Não preciso de nenhuma fundamentação teórica para falar sobre isso. Sei que muitos autores tratam desse assunto, mas nem toda situação pode ser traduzida por uma citação retirada de um livro acadêmico.

Nessas horas, para falar a verdade, o que vale mais é o modo com que você contorna a situação. Além de muito preparo emocional para não sentar e chorar ao ver crianças tão pequenas já sem muitos sonhos bons na vida, sem muitos desejos, sem muitas exigências para o futuro.

Eu sei que é a realidade deles, mas isso não é justo! Toda criança tem seus direitos assegurados e eles deveriam ser cumpridos, mas não são. O governo é o primeiro a jogar essas crianças na marginalidade. Muitas das escolas estão caindo aos pedaços, sem professores, sem estrutura, sem materiais. Na escola em que estagio o fardamento não chegou até hoje, os meninos não têm todos os livros e o lanche é péssimo.

Os pais deles são reflexo disso, no passado eles também passaram pela mesma realidade. E a maioria deles, apesar de alguns estarem envolvidos na criminalidade, querem um futuro totalmente diferente para os filhos.

Hoje, olho o crime e a marginalidade por outro lado. Reconheço naqueles "meliantes" que passam na televisão as crianças mal cuidadas de ontem, os meninos que não tiveram oportunidade...

Como a semana da criança está se aproximando aproveitei uma atividade para discutir com eles sobre a infância e também para falar um pouco sobre o futuro. O que percebi foi que meus alunos necessitam de mais carinho, de mais atenção, de uma vida mais digna e de uma infância mais humana. Muitos deles sonham em ser ladrões, grandes traficantes de drogas ou simplesmente fogueteiros:"O cara que solta os fogos quando os 'home' chegam na quebrada, pró".

E ainda me perguntam se eu sou louca em ser professora... Não, não sou! Por acaso alguém já percebeu que sem os professores essa situação poderia estar muito pior? Já pensaram se essas crianças não tivessem alguém para dizer a elas que elas podem ter uma vida melhor, que elas são capazes? Eu digo todos os dias às minhas crianças o quanto elas são importantes para esse mundo e o poder de transformação que está na mão deles. Eu faço questão de dizer todos os dias o quanto eles são lindos e apaixonantes.

Apesar de ser uma profissão stressante e cheia de dificuldades, eu não vejo nada mais bonito. Nós, como os médicos, salvamos muitas vidas. Nós, como os psicólogos, cuidamos dos mais diversos problemas de nossos alunos. Nós, como os administradores, administramos turmas inteiras e todas as dificuldades que aparecem. Nós, como poucos humanos, damos amor àqueles que mais necessitam sem que precise ter laços de sangue ou amizade.

Eu tenho esperança de que um dia nossas crianças não precisarão mais passar por realidades como essa. E o que eles vão ser quando crescer? Pessoas de bem, com consciência dos valores, dos bons sentimentos e, principalmente, da inteligência e da importância que eles têm. Campeões, vencedores!

Por Laís Assis

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Curso gratuito de Informática Básica para Deficientes Visuais.



O SENAI BAHIA iniciou no dia 05/10 o curso de Informática Básica para pessoas com Deficiência Visual (baixa visão e cegueira), qualificando-os para o mercado de trabalho e provas de concurso público. Este curso será um pré-requisito para os próximos cursos de profissionalização de pessoas com deficiência visual oferecidos pelo SENAI.

Caso tenha interesse em se cadastrar para as próximas turmas, preencha o formulário e aguarde nosso contato - Vagas limitadas.

A inscrição é gratuita, no site www.senai.fieb.org.br/inclusao e os candidatos deverão possuir mais de 16 anos, além de ter o segundo grau completo ou em curso atualmente.

Associações ou empresas que trabalhem com deficientes visuais, favor entrar em contato conosco para futuras parcerias.

Conteúdo do curso:

Reconhecimento de Teclado com DosVox, Leitor de Tela, Windows, Internet, Outlook, Word e Excel.

Carga Horária: 160 horas

Valor: Gratuito

Dias: 2ª a 6ª , 4 h por dia

Duração: 2 meses

Dúvidas: laiza@cetind.fieb.org.br • (71) 3287-8011 • Falar com Laiza

Inscrições: http://www.senai.fieb.org.br/inclusao

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Curso de Educação Hospitalar

Atendimento escolar no ambiente hospitalar e domiciliar


Conteúdo Programático

•1ª Aula
Apresentação da Equipe de Trabalho do curso;
Agendamento de estágio;
Vídeo das escolas hospitalares e domiciliares;
Apresentação do cronograma;
Diário do pesquisador;
Orientações administrativas ao estagiário;
Orientações didáticas ao estagiário;
Freqüência de estágio;

•2ª Aula
Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico
Domiciliar (estratégias e orientações)- MEC 2002.
Abordagens e definições sobre terminologias relacionadas ao atendimento escolar hospitalar e/ou domiciliar(pedagogi a hospitalar, classe hospitalar, escola hospitalar)
Brinquedoteca
Histórico da Educação Especial e do Atendimento Escolar Hospitalar e/ou Domiciliar.

•3ª Aula
Educação Especial
Políticas Públicas e legislações relativas ao atendimento escolar
hospitalar e/ou domiciliar
Estatuto da Criança e do Adolescente
Diretrizes Nacionais para a Educação Especial
Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizados
Aspectos ético-político- educacionais do processo de inclusão e o atendimento escolar hospitalar e/ou domiciliar (necessidades educacionais especiais)

•4ª Aula
Atendimento Escolar Hospitalar e/ou Domiciliar
Atendimento Escolar Hospitalar – editorial
Perfil e papel do professor (mediador e observador)
Escuta pedagógica às necessidades e interesses do aluno hospitalizado ou doente O alívio do estresse na criança hospitalizada.

•5ª Aula
Rotina do Atendimento escolar hospitalar e/ou domiciliar (organização do espaço, dos horários e das atividades; interferências e parcerias)
Projeto Pedagógico( da escola hospitalar, da escola de origem do aluno hospitalizado ou doente)
Planejamento para o atendimento escolar hospitalar e/ou domiciliar (objetivos claros e precisos, atividades desenvolvidas com criatividade e flexibilidade, registro da observação do desenvolvimento do trabalho e desempenho do aluno)
Educador de Plantão
Programa Criança Viva –Programa Pedagógico aplicado em Escolas Hospitalares e Atendimento Domiciliar

•6ª Aula
Seminário Temático.
Temas:Criança Hospitalizada a atenção integral com uma escuta à vida;
Atendimento Pedagógico Educacional Hospitalar: promoção do desenvolvimento psíquico e cognitivo da criança hospitalizada;
A enfermidade sob o olhar da criança hospitalizada;
Atendimento que inspira cuidados.

Terça-feira das 08:30 às 11:00 h
Início: 22/09/09
29/09/09
06/10/09
13/10/09
20/10/09
27/10/09


Quarta-feira das 18:30 às 21:00 h
Início 23/09/09
30/09/09
7/10/09
14/10/09
21/10/09
28/10/09


Sexta-feira das 18:30 às 21:00 h
Início 25/09/09
02/10/09
09/10/09
16/10/09
23/10/09
30/10/09


Sábado das 08:30 às 11:00 h
Sábado das 14:30 às 17:00 h
Início 26/09/09
03/10/09
10/10/09
17/10/09
24/10/09
31/10/09


Carga horária de 50h ( 15h de aulas Teóricas e 35h de aulas Práticas).
Taxa única do curso: R$ 80,00.

MAIS INFORMAÇÕES:

Tel: 8622-2447 / 32546918 / 32546921 (exceto as quartas-feiras à tarde )
E-mails: institutocriançaviva@gmail.com

Faculdade da Cidade do Salvador - Praça da Inglaterra, nº 2, Comércio, CEP 40.015-140
Tel.: 3254 6000

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Câmara aprova nova regulamentação da profissão de pedagogo

Como esse é um blog coletivo, onde as informações e os conhecimentos têm que ser compartilhados, senti a necessidade de postar algo que muito nos interessa. Trata-se de uma nova regulamentação sobre a nossa profissão, a de Pedagogas.
Leiam e discutam. Isso nos diz respeito.
Aconteceu - 20/08/2009 17h38

Câmara aprova nova regulamentação da profissão de pedagogo
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quarta-feira (19) a regulamentação da profissão de pedagogo. O texto prevê que apenas quem tiver graduação em pedagogia poderá exercer a profissão.
Quem tiver pós-graduação na área, porém, independentemente do curso de graduação, poderá exercer funções de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional na educação básica.
O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura ao Projeto de Lei 4746/98, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Como a proposta tramitou em caráter conclusivo, ela segue para análise do Senado, caso não haja recursos para que seja votada pelo Plenário.
Atualização e complementação
O relator da matéria na CCJ, deputado Jefferson Campos (PTB-SP) afirma que "a profissão já está regulamentada" e que a proposta "apenas atualizou e complementou a regra vigente sobre essa matéria".
O deputado referia-se a dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), especialmente ao que determina que "a formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação".
Fiscalização da profissão
O relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura, Átila Lira (PSB-PI), que propôs o substitutivo, admitiu, porém, que existia uma lacuna na legislação, que não defina a atuação do pedagogo fora da atividade escolar.
A principal inovação do texto aprovado em relação ao original é a supressão da previsão de um órgão de fiscalização da profissão. Entendeu-se que a fiscalização feita pelo Ministério da Educação e pelas secretarias estaduais e municipais de educação é suficiente para coibir os desvios.
Atividades exclusivas
Entre as atividades que passam a ser exclusivas do pedagogo estão:
- a elaboração e o acompanhamento de estudos, planos, programas e projetos da área de educação, ainda que não escolares;
- gestão educacional nas escolas e nas empresas de qualquer setor econômico;
- a administração, o planejamento, a inspeção, a supervisão e a orientação educacional nas escolas;
- o recrutamento, a seleção e a elaboração de programas de treinamento e projetos técnico
-educacionais em instituições de diversas naturezas.
Íntegra da proposta:- PL-4746/1998
Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Newton Araújo (Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
Agência CâmaraTel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856

O que acham dessa nova regulamentação? Precisamos refletir sobre.



domingo, 30 de agosto de 2009

Inclusão Escolar e Aprendizagem

Nas ultimas décadas, educadores de todo o país lutaram para que a escola incluísse crianças e jovens com deficiências. Reconhecendo a importância fundamental da diversidade, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva avança através da Portaria Ministerial n° 555/2007, constituída por um grupo de trabalho formado por professores pesquisadores da área da educação especial, sob a coordenação da Secretaria de Educação Especial – SEESP/MEC, inserindo-se no contexto histórico, avaliando, produzindo e implementando caminhos a serem percorridos em sintonia com os princípios educacionais inclusivos.

Entretanto a inclusão de crianças e jovens com deficiência nas escolas durante muito tempo foi deixada de lado. Antigamente, os alunos com deficiência eram considerados indignos de uma educação escolar. A partir dos anos 50 é que se percebe a importância de incluir essas pessoas no âmbito escolar, através da criação das primeiras escolas especializadas e das classes especiais. E nos anos 70, com o surgimento da proposta de integração, é que se começa a pensar e admitir nas classes regulares – comuns- alunos com deficiência.

Porém admitir, pensar e reconhecer a importância de incluir crianças e jovens com deficiência nas escolas regulares, não é de fato incluir. É preciso lhes garantir, além de condições de acesso, aprendizagem. E algumas escolas ainda não estão preparadas para tais situações, por muitos motivos, seja pela falta de estrutura física – adaptações que assegurem a acessibilidade-, seja pela falta de preparo de seus docentes – na sua formação- e funcionários.

É importante que a escola, em especial o professor, reconheça o valor de seu papel no processo de inclusão escolar e consequentemente, no processo de aprendizagem das crianças e jovens com deficiências. E para que isso aconteça, é necessária uma formação docente que ofereça competência técnica e compromisso profissional.

Para que realmente haja aprendizagem a partir da inclusão escolar, é preciso que toda a equipe escolar – do porteiro a diretora- participe desse processo; que as redes de ensino reconheçam o seu papel no processo de inclusão onde o foco é a aprendizagem; um bom planejamento das aulas; estrutura adequada das escolas; criatividade e boa vontade dos professores; e principalmente uma parceria afinada entre a escola e as famílias dessas crianças.

Portanto, a proposta da inclusão é necessariamente participativa, por isso todos têm que estar envolvidos.

Quando o sistema educacional conseguir promover um ajuste relevante que responda de forma efetiva à diversidade da população escolar, é que a escola estará de fato assegurando o direito de todos a uma educação de qualidade. Neste sentido, o reconhecimento e a abordagem da diversidade constituem o ponto de partida para evitar que as diferenças se transformem em desigualdades e desvantagens entre estudantes.

Em suma, a educação inclusiva pressupõe que todas as crianças devem aprender juntas, independentemente de suas condições pessoais, culturais ou habilidades e potenciais diferenciados, abrangendo aqueles com algum tipo de deficiência.

domingo, 23 de agosto de 2009

Diário de Bordo: Experiências de uma professora de primeira viagem II

A Realidade das Nossas Escolas

Profissão professor, muito prazer! Antes tinha medo, agora sei que nasci pra fazer isso. Estou amando minhas manhãs no estágio, aquelas crianças, apesar de inquietas, são encantadoras, ainda mais quando se pensa na realidade da vida delas...

Não vou dizer que é fácil, não é nem um pouco, principalmente quando nossos alunos são crianças de uma realidade triste como a dos meus. Eu fico pensando no quanto nós estragamos o futuro dessas crianças, digo nós me referindo à sociedade como um todo, principalmente a parcela que não tem muito com o que se preocupar.

Estamos trancados no nosso mundo, esquecemos dos outros. Existem milhares e milhares de crianças numa situação triste e elas não estão muito longe de nós. Quando cheguei na minha sala observei o quanto eles são carentes e não apenas de bens materiais, mas de carinho. Percebo o quanto eles esperam a hora do intervalo para comerem aqueles oito biscoitos contados, sem suco, sem água, sem nada, seco. Eles estão sem fardamento, sem material, sem muita coisa. E eu fico indignada com isso.

Essa semana quando questionei a eles sobre o fardamento desse ano que ainda não chegou, um aluno virou pra mim e disse que o governo não tem obrigação de dar farda a ninguém não, já basta a escola que é de graça. Olha a ideologia que ele carrega... Ele aprendeu isso sozinho? Não mesmo! Eu então comecei a falar sobre os impostos que todos nós pagamos, inclusive eles e que o prefeito está ali apenas para gerir o município e cuidar daquilo que é nosso por direito, pois somos nós que suamos para pagar as contas do estado. Ele ficou surpreso, não sabia de nada daquilo.

Mas foi na última semana que aconteceu o episódio que mais me deixou perplexa, triste e preocupada e, infelizmente, não pude fazer muita coisa. No momento da aula o estagiário viu que os meninos estavam brincando e então ele chegou perto deles e viu do que se tratava a brincadeira: os meninos estavam brincando de tráfico de drogas. Sim, é assustador, eles são crianças de 10 e 11 anos, mas é verdade.

Não brigamos com eles, apenas recolhemos os cigarrinhos e as bolinhas de papel que representavam na brincadeira deles a maconha e o crack. Foi então que eu percebi que a brincadeira do recreio não é de polícia e ladrão e sim de brigas de traficantes que tentam um roubar a boca do outro.

E aí, o que fazer? A coordenora nos orientou a não fazer nada, apenas fingir que não viu do que a brincadeira se trata, pedir que eles participem da aula e brinquem depois e pronto. Muitos estagiários e professores tiveram que ser transferidos da escola por tentarem fazer alguma coisa. Por isso que a direção nunca realizou o desejo de levar para a escola peças teatrais ou profissionais que falassem das drogas para essas crianças... Infelizmente, eles imitam a vida que vêem passar em casa, na rua em que moram, com pais, irmãos, tios, ou seja, as pessoas que são as referencias da vida deles.

Os pais dessas crianças são os primeiros a ameaçarem àqueles que fizerem alguma coisa, afinal, eles estão envolvidos com isso, é dessa atividade que eles retiram o sustento de casa e através disso que as crianças têm, pouco ou muito, o que comer... E eu, tão pequena diante disso, resolvi agir de outra forma. Como?

Estou pensando em mil e uma idéias para evitar pelo menos que eles brinquem dessas coisas. Se não posso chegar e conversar com eles, levar para a sala textos que tratem disso, imagens que mostrem o que as drogas trazem para a vida de uma pessoa, porquê se fizer isso posso sofrer as consequências pagando até com a minha vida, eu irei levar para eles atividades que os ocupem de maneira positiva.

Estou procurando brincadeiras para fazer no intervalo e recolhendo materiais que possa utilizar com eles. Estou buscando novas maneiras de dar aulas, através de dinâmicas, brincadeiras, atividades lúdicas. E, o mais importante, estou dando todo o carinho e atenção que posso àquelas crianças, eles precisam tanto de amor, de um cafuné, de um abraço ou um sorriso... Eu queria poder mudar isso, sabe? Se dependesse da minha vontade a realidade já seria outra, mas sou apenas uma e, fazendo trabalho de formiguinha ou não, eu vou fazer a minha parte.

Espero que aquelas crianças contrariem todas as expectativas que a sociedade tem sobre eles e cresçam muito na vida. Eu sei que as pessoas olham e acham eles tão incapazes, dizem que eles vão ficar na favela, no mundo das drogas, matando e roubando, que não vão nem terminar a escola. Entretanto, eu vejo neles meninos inteligentíssimos, e são mesmo, pegam tudo muito fácil, precisam apenas de um impulso.

Profissão professor, a única que ainda pode mudar muito esse mundo. Eu me sinto responsável e continuarei fazendo tudo o que for possível por aqueles que passarem na minha vida.

Laís Assis

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diário de Bordo: Experiências de uma professora de primeira viagem

Caros(a) colegas, a partir de hoje convido todos vocês a, junto comigo, viajarem por essas águas e desbravarem esse mar... Desde a última segunda-feira que estou estagiando numa classe de 5º ano/4ª série, estou assumindo o lugar de uma professora que saiu de licença. Confesso que fiquei meio preocupada e alguns questionamentos circularam pela minha mente, coisas do tipo:

Será que estou pronta pra assumir uma turma assim de cara? Será que quero mesmo ser professora? Como vou lidar com eles, como vou dar as aulas?

O fato é que quando chegamos numa sala de aula não temos muito tempo para pensar nessas coisas. Com crianças as coisas fluem naturalmente. Primeiro elas apenas observam, falam baixinho entre si, olham pra você de cantinho de olho e tentam descobrir seu jeito. Depois eles perguntam coisas que você nunca iria imaginar sobre a sua vida...

Segunda-feira cheguei na escola com o estômago revirando de ansiedade, aguardei o sinal bater e fui pra sala. Lá, o estagiário que está responsável pela regência da turma já me aguardava. Isso mesmo, estamos eu e um outro estagiário na turma; eu estou lá através da SMEC - Secretaria Municipal de Educação e Cultura - para assumir a vaga da professora oficial da turma enquanto ele está de licença e o outro estagiário está lá através do ICEIA, um colégio estadual que tem anos e anos de tradição em Magistério e forma professores até hoje.

O meu papel consiste em, nesse caso, orientar o estagiário do ICEIA nas atividades em classe, nas aulas e nos planos de aula. Mas a coisa não está fluindo bem assim. Como disse, na segunda-feira já o encontrei na sala, como eu estava chegando sem nenhuma bagagem como professora - minha experiência se baseava apenas nas teorias que estudo na faculdade e no período em que dei banca - fiquei apenas observando.

O estagiário deu as boas-vindas às crianças, falou sobre o que seria feito naquele dia e começou a me apresentar a turma. Por minha vez, eu disse meu nome e perguntei o nome deles, ainda meio tímida. Depois disso eu fiquei sentada olhando as crianças, observando o comportamento de cada uma delas. Foi um dia tranquilo e produtivo, deu pra ver bastante coisa.

Na terça-feira não tivemos aula devido ao feriado do Dia do Estudante, voltamos ontem. Ainda estamos seguindo o plano de aula da professora anterior, mas estou torcendo para que chegue logo o dia em que eu possa trabalhar do meu jeito. Eu fico meio presa à maneira de trabalho dela, até porque acabei de chegar. Entretanto, torço por aulas mais dinâmicas, com maior participação das crianças.

Já deu para notar que elas ficam entediadas em apenas escrever o que está no quadro e prestar atenção naquelas aulas pouco movimentadas. Nas poucas aulas que ministrei ontem e hoje comecei a inseri-los mais no momento fazendo perguntas sobre o que eles conheciam dos temas que estavámos trabalhando e foi ótimo o resultado. No decorrer das aulas pergunto sobre as experiências deles, o que eles pensam sobre, dou exemplos de coisas que estão presentes no dia-a-dia e na vida das crianças, fica mais fácil.

Hoje já fizemos um ditado de palavras e após o termino fomos corrigir a atividade em questão, o resultado foi muito bom. Corrigimos confrontando a maneira como cada um escreveu, discutindo de maneira dinâmica e divertida o porquê que o 'ç' só aparece no meio das palavras e só se usa com as vogais 'a,o,u' e o uso do 'm' apenas antes de 'p' e 'b'... E muitas outras regrinhas básicas do português. Ninguém ofendeu os coleguinhas por ter escrito de uma maneira diferente, cada um contribuiu com o que sabia.

Depois brincamos de forca no quadro e foi incrível a participação deles, se eu deixasse eles tinham se estapeado pra ver quem ia dizer a letra que se encaixava nos espacinhos. Vi que não é dificil criar situações de aprendizagem que envolvam a brincadeira... O que você precisa é ter controle da situação porque eles se empolgam e querem participar a todo custo. É importante criar uma ordem de respostas pra que cada um respeite o momento do outro na participação.

O que posso afirmar com toda certeza é que todos os medos que temos antes de chegar numa sala de aula caem por terra quando você chega em uma. Claro que tem toda a responsabilidade de contribuir para o crescimento daquelas crianças, afinal, estamos ali para mediar a construção do conhecimento deles e temos papel fundamental nisso. Entretanto, é muito fácil lidar com eles, basta conquistá-los e mostrar que você não é nenhuma bruxa grossa e impaciente; o sorriso, o carinho e a boa vontade estampados no rosto e nas atitudes são a porta aberta para um bom trabalho junto às crianças, todos ganham!



Por Laís Assis

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tecnologia e Educação

A utilização das novas tecnologias nas escolas envolve uma gama de fatores, que reconstituem fatos marcantes e recriam trajetórias de diferentes personagens, sejam eles educadores, educandos, comunidade; políticas de educação, lideres políticos e outros segmentos sociais envolvidos nesse processo.
É a “tecnologia na educação”, e não há nada de errado, claro, em examinar as versões dessas tecnologias, não só produzidas dentro da escola, como também fora dela. O foco, no entanto, se concentra na valorização, utilização e incorporação dessas tecnologias, não só como instrumento de modernização à educação e à comunidade, mas também como um recurso abundante de benefícios e facilidade que possibilitam a democratização dessas. Desafios concentrados nestas particularidades irão permear a vida de uma vasta gama de educadores resistentes ao novo.
No contexto educacional é necessária uma análise estrutural, sobretudo ao que se refere; aplicação no planejamento de recursos tecnológicos, interligados para uma recepção e produção diversificada, seletiva, critica e transformadores de ações nesse contexto.
As interações entre professores, alunos e demais pessoas que circulam pelo cenário educacional levam docentes e discentes a descobrirem o sentido das coisas consideradas pontualmente importantes no presente e suas variações em outras épocas, atuando com as mais diferenciadas formas de ensino, inclusive com a utilização da diversificada tecnologia oferecida na atualidade e nessa sociedade das informações, em que a rapidez das inovações e das mudanças de tudo que acontece, faz com que desperte nos docentes a preocupação de formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades, orientado-os para ações sociais de qualidade, não apenas no perímetro do seu ambiente vivencial local, mas sem fronteiras, em todo mundo. Basta apertar uma tecla aqui, clicar num link ali, e pronto! Tudo conforme manda “doutor” mouse? É possível fazer tudo isso? Sim, mas se soubermos utilizar essas tecnologias intelectuais que estão ao nosso redor, ao nosso alcance, caso contrario iremos nos deparar com uma gama de recursos tecnológicos, sem a devida inclusão no que tange a camada popular, correndo o risco de nas escolas públicas virarem sucatas ou terem o mínimo do mínimo das suas funções de uso, em decorrência das dificuldades encontradas para se ter acesso às mesmas. Dificuldades essas principalmente a financeira que é uma mal que assola a maioria da sociedade popular brasileira. Tem computador, mas o acesso a Internet, vezes mais em lan houses, ou usando-as de maneira inadequada.
Não admira que, marcada por ritmo e cobrança tão enloquecente, essas tecnologias cheguem completamente às emoções do homem, alucinando-os das principais informações que tragam à nossa memória antiga forma humana.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Acessibilidade no século XXI

O conceito de acessibilidade durante algum tempo esteve atrelado apenas à eliminação de barreiras arquitetônicas, devido às necessidades especificas das pessoas com deficiência física. Mais tarde, além da eliminação das barreiras arquitetônicas, o conceito de acessibilidade passou a abranger também a eliminação de barreiras ambientais, atitudinais, de comunicação e de transporte.

Com o surgimento do conceito de desenho universal, nos anos 90, que consiste no rompimento da visão de uma arquitetura voltada para um ideal de homem, onde se busca respeitar a diversidade humana, a idéia de acessibilidade passou a ser vinculada a não somente a eliminação de obstáculos – de qualquer natureza-, como também ao direito de ingresso, permanência e usufruto de todo os bens e serviço sociais.

Essa nova concepção de acessibilidade nos remete a outro conceito, o de inclusão.

Por muitos anos os deficientes viveram afastados do convívio social. Alguns viviam escondidos, outros eram internados em centros para receberem tratamento, e onde alguns até eram abandonados. O confinamento dessas pessoas era visto com uma “garantia” de cuidados e educação sem a ocorrência de rejeição.

Hoje se sabe que a melhor maneira de garantir cuidados e educação ao portador de necessidades especiais, é através da inclusão; é lhes permitindo acesso a lugares e pessoas nunca antes possíveis.

Não haveria, portanto, uma relação biunívoca entre inclusão e acessibilidade? Uma dependência entre as duas práticas, a prática de inclusão e a prática de acessibilidade?

A inclusão não se restringe apenas as pessoas com alguma deficiência; existe também a inclusão sociocultural, que independe da condição física. E acessibilidade caracterizada como garantia e direito de acesso, também independe da condição física. Estar incluso e ter acesso a algo e/ou alguém é direito de todas as pessoas com ou sem deficiências.

Portanto não podemos falar em inclusão social, inclusão sociocultural, inclusão escolar, políticas de inclusão para os portadores de necessidades especiais, sem falarmos de acessibilidade, garantia e direito de acesso, eliminação de barreiras arquitetônicas, atitudinais, de comunicação e de transporte.

Por isso a dissociação entre os dois termos- inclusão e acessibilidade-, atualmente já não é possível; uma sociedade acessível têm que ser uma sociedade inclusiva, uma sociedade que reconhece, respeita e responde às necessidades de todos os seus cidadãos.


Referências
DINIZ, Débora. O que é deficiência? Coleção Primeiros passos. Editora Brasiliense, 2007.
BUENO, Carmen Leite Ribeiro; PAULA, Ana Rita de. Acessibilidade no mundo do trabalho.





sábado, 11 de julho de 2009

A CURIOSIDADE É A MÃE DA SABEDORIA - Hipertexto


"Eu estava com a cabeça quente. Queria descansar, parar de pensar. Para
parar de pensar nada melhor que trabalhar com as mãos. Peguei minha caixa de
ferramentas, a serra circular e a furadeira e fui para o terceiro andar, onde
guardo os meus livros. Iria fazer umas estantes. As tábuas já estavam lá. Nem
bem comecei a trabalhar de carpinteiro e fui interrompido. Chegou quando chegou
a faxineira. Com ela, sua filhinha de 7 anos, Dionéia. Carinha redonda, sorriso
mostrando os dentes brancos, trancinhas estilo afro. O que se era de esperar
numa menina de idade dela era que ela ficasse com a mãe. Não ficou. Preferiu
ficar comigo, vendo o que eu fazia. Por que ela fez isso? Curiosidade.
Curiosidade é uma coceira que dá nas idéias...''


(Rubem Alves - Curiosidade é uma coceira que dá nas idéias)



A garotinha Dionéia chegou e encheu Rubem Alves de perguntas. Mais do que natural este comportamento na idade dela. Aristóteles, sabiamente, nos diz em "Metafísica" que "todos os homens têm, por natureza, um desejo de conhecer"¹. E a infância é a fase onde esse desejo está mais presente.


Curiosidade. Os pais e professores se deparam com situações das mais diversas onde essa característica das crianças se faz presente. E como agir?


Os pais, muitas vezes, ficam assustados com certos questionamentos dos filhos e não sabem o que responder. O fato é que hoje vivemos num mundo globalizado, onde a informação nos chega de todos os lados, o que não é diferente para as crianças. Alguns segundos em frente a tv, ou navegando na Internet podem gerar perguntas das mais diversas.


Quando o assunto é sexo, por exemplo, os pais muitas vezes não se sentem à vontade e nem acham que está na hora da criança saber, mas um questionamento foi feito a eles e a criança quer um resposta. Numa reportagem da Revista Istoé, os psicólogos orientam ao pais que ajam com naturalidade e, a partir da cultura familiar e maturidade da criança, respondam ao questionamento dela sem passar a idéia de que sexo é algo vergonhoso.

Na escola, a curiosidade torna-se uma maravilhosa ferramenta de aprendizagem. O professor, como mediador do conhecimento, deve dar asas a esse desejo de conhecer característico das crianças. Isso, sem medo de ouvir perguntas difíceis de responder.

É nesse ambiente que os momentos de dúvidas e descobertas devem ser trabalhados. Tavares (1995), afirma que quando o educador permite que a curiosidade de seus alunos invada a sala de aula e faça parte de seu trabalho, ele está apostando em uma forma agradável de aprender e ensinar.

Edgar Morin (2000) em seu 'Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro', defende a importância de se permitir o livre exercício da curiosidade:

A educação deve favorecer a aptidão natural da mente

em formular e resolver problemas essenciais e, de for-

ma correlata, estimular o uso total da inteligência geral.

Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a

faculdade mais expandida e a mais viva durante a in-

fância e a adolescência, que com freqüência a instrução

extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou,

caso esteja adormecida, de despertar.

(Morin, 2000)

Infelizmente, apesar de sabermos que a curiosidade deve ser estimulada, não é bem assim que ocorre nas salas de aula. Como já dissemos aqui, o professor deve contribuir para que a criança pergunte, questione, tenha vontade de aprender e entender, porém, o que vemos são professores que jogam os conteúdos nas crianças e esperam que elas respondam a essa atitude tirando boas notas nas avaliações.

Estudar se torna uma atividade maçante, chata. Perde-se o prazer da descoberta. A sede de experimentar para entender se transforma em simples atos de decorar textos. E isso acontece também na educação infantil, não com textos,lógico, mas com pedidos de silêncio, de aquietação. A criança que questiona é vista como falastrona ou chata e a todo tempo é repreendida.

A motivação se perde nas páginas dos livros, a curiosidade morre nas respostas prontas dadas pelo professor.

Trabalhamos para que essa realidade mude, para que as crianças sintam por toda a vida o desejo de saber mais e mais, de descobrir o mundo que as cerca, pois, como já dizia o ditado popular: “A curiosidade é a mãe da sabedoria”.

Referências:

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Ed. Cortez,UNESCO, 2000.

TAVARES, Cristiane Tavares. O Respeito à Curiosidade Infantil. Comunicação e Educação. São Paulo, USP, vol. 3, pág. 112 a 114, set/dez 1995.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O QUE É ESTUDO ERRADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

A iniciativa de se criar blogues acadêmicos está crescendo. E nós vemos nisso um grande avanço. Disponibilizar produções de estudantes para o mundo, permitir que as pessoas que estão fora das Universidades tenham acesso a esses textos é uma atitude de suma importância para a difusão do conhecimento.

Nesse semestre, na disciplina 'Referenciais Teóricos Metodológicos das Ciências Sociais', tivemos a oportunidade de discutir em sala sobre Web Quest e a proposta de criarmos blogues com esse formato. Como nós já temos esse blogue, apesar de termos criado um outro para essa atividade, achamos mais interessante transferir os post's para este espaço.

Então, vocês poderão encontrar na lateral do blogue, no nosso BlogRoll, os links dos blogues criados pelas nossas colegas. Tem muita coisa interessante, textos dos mais variados temas. Vale a pena visitar!

E agora vamos ao que interessa?

A nossa primeira atividade é assistir ao vídeo da música 'Estudo Errado' de Gabriel, o pensador e dar nossa opinião sobre a seguinte pergunta:

O que é estudo errado na educação infantil?


video

Bom, essa questão fica para vocês também, nossos visitantes! Sintam-se a vontade, afinal, aqui a construção do saber é feita coletivamente!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O que trabalhar nas Creches

Após visitar uma creche particular para compor o projeto de pesquisa que estamos realizando para uma disciplina da faculdade, cujo tema é “O trabalho do pedagogo infantil numa creche particular”, percebi que faltava algo nas atividades que as crianças efetuavam: o planejamento; algo que precisa ser levado em conta, mas que nem sempre acontece.

Um bom planejamento abrange referencias de práticas pedagógicas que respeitam as características das faixas etárias, promovendo assim o desenvolvimento das crianças.

As propostas que compõem o planejamento precisam também considerar a organização do tempo, do espaço e dos materiais em função das características da turma.

Para que ocorra o desenvolvimento pleno das turmas de creche, não podem faltar praticas que valorizam o brincar, a linguagem oral, o movimento, a arte, a identidade e autonomia.

Por isso, vejamos porque essas práticas são importantes e o que podemos estar propondo para a realização destas.

BRINCAR:

  • Por que trabalhar: Embora a brincadeira seja uma atividade livre e espontânea, ela não é natural, mas uma criação da cultura. O aprendizado dela se dá por meio das interações e do convívio com os outros. Por isso, a importância de prever muito tempo e espaço para ela.
  • O que propor: Uma das primeiras brincadeiras do bebê é imitar os adultos: ele observa e reproduz gestos e caretas no mesmo momento em que acontecem. Com cerca de 2 anos, continua repetindo o que vê e também os gestos que guarda na memória de situações anteriores, tentando encaixá-los no contexto que acha adequada. Tão importante quanto valorizar essas imitações é propor ações físicas que possibilitam sensações e desafios motores. Alguns brinquedos também fazem sucesso nessa fase. Os mais adequados são os de peças de montar, encaixar, jogar e empilhar, além dos que fazem barulho. É preciso ter cuidado com a segurança e só usar objetos maiores do que o tamanho da boca do bebê quando aberta. Para um trabalho eficiente, uma boa estrutura é essencial. Isso inclui ter material suficiente para que todos consigam compartilhar e um bom espaço de criação.

LINGUAGEM ORAL:


  • Por que trabalhar: Quando o bebê se expressa com gritos ou gestos, ele tem uma intenção. Para que a linguagem oral se desenvolva, cabe ao professor reconhecer a intenção comunicativa dos gestos e balbucios dos bebês, respondendo a eles, e promover a interação no grupo.
  • O que propor: Desde muito cedo, cantigas de roda, parlendas e outras canções são meios riquíssimos de propiciar o contato e a brincadeira com as palavras e de estimular a atenção a sua sonoridade. As rodas de conversa, feitas diariamente, são uma oportunidade de praticar a fala, comentar preferências próprias e trocar informações sobre a família. Nessa situação, há a interação com os colegas e aprende-se a escutar, discutir regras e argumentar. Quanto menor for à faixa etária do grupo, mais necessária será a interferência do educador como propositor e dinamizador dos diálogos.

MOVIMENTO:

  • Por que trabalhar: O movimento é a linguagem dos pequenos que ainda não falam e continua sendo a maneira de se expressar daqueles que já se comunicam com palavras. Portanto, quanto mais o professor incentivar o movimento, maior será o aprendizado de cada um sobre si mesmo e o desenvolvimento da capacidade de expressão.
  • O que propor: O bebê precisa participar de atividades que ampliem o repertório corporal para que percorra um caminho de gradativo controle dos movimentos até conseguir se levantar e andar. Aos poucos, ele passa a ter consciência dos limites do corpo e da conseqüência de seus movimentos. São situações indicadas para o amadurecimento motor passar por obstáculos como túneis, correr e brincar no escorregador. Os espaços da creche devem ser desafiadores e, ao mesmo tempo, seguros. São ambientes propícios para as atividades desse tipo tanto o pátio como a sala. Ali, são colocados bancos ou caixas que sirvam de apoio para os que estão começando a andar e ficam distribuídos brinquedos de equilíbrio. Enquanto a turma se mexe para lá e para cá, não se perde um lance. Um educador atento sabe quando um suspiro revela cansaço ou uma careta demonstra algum desagrado.

ARTE:

  • Por que trabalhar: A música e as artes visuais são dois meios de os pequenos entrarem em contato com o que ainda não conhecem. Nessa fase, as linguagens se misturam e um mesmo objeto, como um giz de cera, pode ser usado para desenhar ou batucar.
  • O que propor: Quanto mais variadas as experiências apresentadas, maior a garantia de qualidade no desenvolvimento do grupo. Escutar sons, como os produzidos por batidas em várias partes do próprio corpo e pela manipulação de objetos, ouvir canções de roda, parlendas, músicas instrumentais ou as consideradas "de adulto" faz a diferença nessa fase. Além de ouvir e repetir um repertório já conhecido, a turma deve ser orientada a improvisar e criar canções, brincar com a voz, imitar sons de animais e confeccionar instrumentos. Da mesma maneira, o ideal são atividades de artes visuais diversificadas. Uma boa prática inclui desenhos - e não o preenchimento de modelos prontos -, pinturas ou esculturas usando diversos materiais e possibilitar o contato com novos recursos visuais para ampliar as referências artísticas. As produções da classe ficam à disposição para que sejam observadas e comentadas e para que cada um reconheça o que é de sua autoria.

IDENTIDADE E AUTONOMIA:

  • Por que trabalhar: O bebê nasce em uma situação de total dependência e, pouco a pouco, necessita se tornar autônomo. Autonomia e identidade se desenvolvem simultaneamente e, mesmo num ambiente coletivo, é preciso dar atenção individualizada às crianças.
  • O que propor: As melhores experiências são as pautadas pelo relacionamento com os outros e pela demonstração de preferências. É essencial oferecer possibilidades – na hora da brincadeira ou da merenda, por exemplo - para que os pequenos sejam incentivados a se conhecer melhor e a optar. Ao servir os alimentos sem misturá-los, o educador permite a cada um identificar aquilo de que mais gosta. Oferecer a colher para que todos comam sozinhos também é primordial. Por meio da observação, uns aprendem com os outros. Mesmo que no começo façam sujeira e demorem para se alimentar, aos poucos adquirem a destreza do movimento. A organização do ambiente em cantos de atividades é outro meio de favorecer o exercício de escolha, já que cada um define onde brincar, com quem e por quanto tempo. Para ajudar na construção da identidade, cabe ao educador chamar cada um pelo nome e ressaltar a observação dos aspectos físicos individuais.

Referência

SANTOMAURO, Beatriz; ANDRADE, Luiza. O que não pode faltar. Revista Nova Escola, n° 217, ano XXIII, 2008.



Lorena Bárbara

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O QUE É EDUCAÇÃO?

Passei algum tempo pensando no tema que abordaria na primeira publicação textual do blog. Pensei em falar de algum pensador ou de alguma corrente pedagógica. Depois me veio a idéia de começar com a história da pedagogia. Então, fui buscar nos textos guardados e nos livros da biblioteca sobre o assunto. Foi quando me dei conta de que esse é um assunto muito extenso.

Recorri novamente aos textos guardados. Encontrei meu primeiro Projeto de Pesquisa e, folheando os quadros teóricos, percebi que o tema perfeito estava naquelas páginas: discutir o que é educação.

E o que é Educação?


Começo a falar sobre o assunto fazendo essa pergunta a vocês, leitores do blog. O que é que vocês pensam quando ouvem essa palavra: Educação? Qual a primeira imagem que vem na mente de vocês?

Uma escola, professores, livros, crianças fardadas sentadas em suas carteiras?

Mas será que a Educação se resume apenas à Escola? Não!

Brandão(1986), nos diz que educação é todo conhecimento adquirido com a vivência em sociedade, seja ela qual for. Sendo assim, o ato educacional ocorre no ônibus, em casa, na igreja, na família e todos nós fazemos parte deste processo.

Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola,

de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com

ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber,

para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida

com a educação. Com uma ou com várias: educação? Educações.

(BRANDÃO, 1985, p. 7)


Para o autor, não existe um modelo para se educar, não existe uma única maneira. A educação ocorre a partir do momento em que se observa, entende, imita e se aprende; e este processo não ocorre somente dentro de uma sala de aula, onde existe um professor, formado para educar. Em todos os povos, em todas as classes, a aprendizagem está presente, de várias maneiras.

Concordando com as idéias de Brandão, Libâneo (2002, p.26) define a educação como “[...] fenômeno plurifacetado, ocorrendo em muitos lugares, institucionalizado ou não, sob várias modalidades”. O autor identifica a prática pedagógica em seus variados meios de ocorrência.

Em várias esferas da sociedade surge a necessidade de disseminação e

internalização de saberes e modos de ação (conhecimentos, conceitos,

habilidades, hábitos, procedimentos, crenças, atitudes), levando a

práticas pedagógicas. Mesmo no âmbito da vida privada, d iversas

práticas educativas levam inevitavelmente a atividades de cunho peda-

gico na cidade, na família nos pequenos grupos, nas relações de vizi-

nhança. (LIBÂNEO, 2002, p. 27)



A educação se associa, pois, para Libâneo, a processos de comunicação e interação pelos quais os membros de uma sociedade assimilam saberes, habilidades, técnicas, atitudes, valores existentes no meio culturalmente organizado e, com isso, ganham o patamar necessário para produzir outros saberes, técnicas, valores, etc.

E é fácil se perceber isso no nosso dia-a-dia. É só parar e observar nossos filhos, subrinhos, vizinhos. As crianças estão aprendendo coisas novas todo o tempo. Aprendem uma música, uma historinha ou algum comportamento. Aprendem com o coleguinha, com o avô, com um desenho animado. E nós também aprendemos coisas novas todos os dias. E isso não é nada além do que Brandão e Libâneo afirmaram, isso é a educação: fenômeno que ocorre em todos os locais, em todas as esferas da sociedade, de muitas maneiras.

Referências:


BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 1985.


LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos para quê? São Paulo. Editora Cortez, 2002.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

SABER COLETIVO - DISCUTINDO E ENTENDENDO A PEDAGOGIA

Tudo começou há 2 anos atrás. Entramos no mundo acadêmico após sermos aprovadas no Vestibular da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) para o curso de Pedagogia com Habilitação em Educação Infantil.

De começo, enfrentamos uma greve de quase 3 meses. Os professores da Instituição reclamavam o aumento de seus salários, uma melhor estrutura para, consequentemente, um ensino de maior qualidade, entre tantos outros interesses pelos quais a classe vem lutando ao longo do tempo. As boas-vindas nos foram dadas com a realidade da nossa futura profissão. O descaso e o desrespeito com o professor.

Atualmente, estamos no 5º semestre e, ao longo deste período de tempo, estudamos de tudo um pouco. E sabemos que os 8 semestres da graduação não são suficientes para vermos tudo aquilo que permeia o nosso campo de estudo e, futuramente, de trabalho. A Educação abarca muitas questões, muitos conceitos e, principalmente, muitras tranformações.

Partindo disso, sentimos a necessidade de buscarmos outra maneira de expandir nosso conhecimento. Algo que extrapolasse os muros da nossa Universidade e que pudesse ser feito em conjunto. Assim, surgiu a idéia de criar um blog.

Aqui, publicaremos textos dos mais variados temas da Pedagogia. Textos com uma linguagem mais simples, podendo assim ser entendidos tanto por aqueles que são da area e tem conhecimento, quanto por aqueles que simplesmente se interessam pelos assuntos e buscam informações.

Queremos provocar inquietações, dúvidas, debates. Será que esse ou aquele Pensador/Autor tem razão? Qual a metodologia de ensino mais correta? O que é a Inclusão? A Educação à Distância é realmente significativa? Enfim... Muita coisa legal e proveitosa irá aparecer por aqui!

Que essa seja uma troca significativa para todos nós!

Sejam bem-vindos a esse espaço de Construção do Saber!

Abraços,

Laís Assis e Lorena Bárbara.